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DL 10/2024 · RJUE / DL 555/99·Updated Abril 2026

Simplex Safe: Verificação de Conformidade Urbanística de Imóveis em Portugal

O Simplex Safe é uma inspeção independente de conformidade urbanística e registal que verifica, antes da escritura, se o imóvel corresponde às licenças, plantas e registos oficiais. Destina-se a compradores, herdeiros e senhorios, sobretudo desde a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 10/2024, que deixou de exigir a apresentação da licença de utilização na compra e venda. Quem não a faz assume o risco de obras ilegais, ordens de demolição e recusa de crédito habitação.

Verificação Simplex Safe · mais de 150 pontos · análise de obras ilegais e certificados em falta.

Portugal · Lisboa & Porto

Desde 950 € · Relatório em 3–5 dias · Cobertura nacional

€950Desde
3–5 diasRelatório em
NacionalCobertura
€200,000Coima máx. (RJUE)

Como Funciona o Processo

Guia passo-a-passo: da obrigação legal ao certificado final

  1. 1

    Obrigação — DL 10/2024

    O DL 10/2024 retirou a licença de utilização na escritura. O comprador deve verificar conformidade urbanística, área aprovada e certificados antes do CPCV, sob pena de assumir obras ilegais e coimas do RJUE.

    Antes do CPCV
  2. 2

    Agendar engenheiro OE

    A InspectOS atribui um engenheiro civil inscrito na Ordem dos Engenheiros (OE) para o seu concelho. Confirmação em 24 horas com âmbito e lista de documentos.

    Confirmação em 24 h
  3. 3

    Vistoria de conformidade in situ

    O engenheiro compara o imóvel construído com licenças municipais, plantas aprovadas, registos prediais e alterações visíveis. Inclui estrutura, ampliações ilegais e lacunas de certificados de gás, eletricidade e energia.

    2 a 4 horas in situ
  4. 4

    Relatório de conformidade certificado

    Relatório escrito com classificação de não conformidades, grau de gravidade e pontos de negociação no CPCV. Aceite por bancos, seguradoras e notários como prova técnica independente.

    Em 3 a 5 dias úteis

Quem Precisa: Compradores, Herdeiros, Senhorios e Expats

O Simplex Safe é relevante para qualquer pessoa que celebre um Contrato Promessa de Compra e Venda (CPCV) ou escritura sobre um prédio urbano em Portugal. Aplica-se, em primeira linha, a compradores de habitação usada, herdeiros que recebam imóvel em partilha e investidores que adquiram fogos para arrendamento.

Os casos típicos que despoletam a sua necessidade são: (i) imóveis construídos, reconstruídos ou ampliados após 30 de março de 2004, data de entrada em vigor do DL 68/2004 sobre Ficha Técnica da Habitação; (ii) imóveis com anexos, piscinas ou ampliações visíveis que possam não estar inscritos na matriz; (iii) prédios rústicos com construção; (iv) frações adquiridas com crédito bancário, visto que os bancos continuam a pedir prova da legalidade.

Existem situações de menor risco: prédios recentes (pós-2024) licenciados já ao abrigo do novo regime, com termos de responsabilidade do diretor de obra; ou heranças já tituladas por habilitação notarial, em que o herdeiro pretende apenas manter o uso.

Mesmo nestes casos, a exposição do comprador é total: o artigo 102.º do RJUE mantém a possibilidade de a câmara ordenar a reposição da legalidade urbanística, inclusive por demolição, independentemente de quem a contraparte fosse no momento da obra.

Estrangeiros (expats) que compram em Portugal são particularmente expostos: desconhecem o histórico do imóvel, raramente conseguem ler plantas municipais em português e dependem, muitas vezes, apenas da confiança no mediador.

Consequências de Não Fazer o Simplex Safe

Quem compra sem verificação assume integralmente a responsabilidade urbanística do vendedor. As coimas do artigo 98.º do RJUE (DL 555/99) por realização ou ocupação de obras sem título válido vão de 1 500 € a 200 000 € para pessoas singulares e podem atingir 450 000 € para pessoas coletivas.

Além da coima, a câmara pode determinar a demolição total ou parcial das obras ilegais, o embargo da utilização e, nos casos mais graves, a selagem do imóvel. O exemplo clássico: um comprador adquire um imóvel licenciado para 50 m² em que estão efetivamente construídos 200 m² — e herda o passivo do vendedor.

No plano financeiro, a ausência de licença de utilização continua a impedir na prática o crédito habitação: os bancos exigem prova de legalidade para libertar fundos, e se o crédito não for aprovado após a assinatura do CPCV, o comprador pode perder o sinal (tipicamente 10 a 20% do preço).

No plano securitário, as seguradoras podem recusar sinistros de multirriscos habitação quando se prove que o imóvel inclui áreas ilegais ou instalações não conformes com o RTIEBT ou com o DL 97/2017 (gás).

Finalmente, a revenda futura fica comprometida: o próximo comprador, mais informado, pedirá Simplex Safe, e o vendedor será forçado a baixar o preço ou a regularizar as obras — um processo que pode demorar 6 a 24 meses e custar milhares de euros.

Peritos inscritos na OE/OET · reconciliação documental incluída · relatório em inglês ou espanhol a pedido

Reservar Simplex Safe — desde 950 €, relatório certificado em 3–5 dias

O Que o Perito Verifica

O perito da InspectOS começa pela reconciliação documental: caderneta predial urbana (Autoridade Tributária), certidão permanente do registo predial, plantas aprovadas ou, quando aplicável, processo de obra no arquivo da câmara. O objetivo é determinar a área, o uso e o número de frações efetivamente licenciados.

Em campo, faz-se o levantamento métrico da habitação e compara-se com as plantas. Verificam-se ampliações, caves transformadas, sótãos habitáveis, varandas fechadas, piscinas e anexos não registados — as principais causas de divergência no parque português, estimado em cerca de 1 milhão de edifícios com obras não licenciadas.

Confirma-se ainda o uso efetivo contra o uso licenciado (habitação, serviços, comércio), a existência e vigência da certificação energética (DL 101-D/2020), a data da última inspeção de gás (DL 97/2017) e a existência de termo de responsabilidade elétrica ao abrigo do RTIEBT.

O relatório final classifica cada item em 5 níveis — sem defeito / menor / médio / maior / crítico — e identifica os riscos de natureza contraordenacional, civil e securitária. Uma aprovação significa correspondência integral entre realidade física, registos e licenças; uma reprovação identifica pontos concretos a regularizar com prazos indicativos.

O documento é assinado por perito inscrito na Ordem dos Engenheiros (OE) ou na Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) e pode ser anexado ao CPCV ou à escritura como fundamento legal para renegociar o preço ou resolver o contrato.

Como Funciona: Da Reserva ao Relatório Certificado

O processo começa com reserva online no portal InspectOS, indicando morada, tipologia e, se possível, o número da fração. Em até 24 horas, o cliente recebe confirmação do perito e a data da visita, agendada normalmente para 3 a 7 dias depois.

Antes da visita, o cliente envia — ou autoriza-nos a obter — caderneta predial, certidão permanente e, se existir, Ficha Técnica da Habitação. No dia, o perito permanece 1,5 a 3 horas no imóvel, consoante a área, e executa medição, inspeção visual das instalações técnicas e registo fotográfico geolocalizado.

A emissão do relatório certificado demora 3 a 5 dias úteis. É entregue em PDF assinado digitalmente, com a qualificação e número de cédula profissional do perito, e acompanhado de anexo fotográfico numerado.

Se forem identificados defeitos maiores ou críticos e existir obra ilegal, a InspectOS pode fornecer, a pedido, avaliação preliminar da viabilidade de procedimento de legalização junto da câmara.

O proprietário só precisa de garantir acesso a todas as divisões, quadro elétrico, contador de gás e áreas comuns pertinentes. Não é necessário desmobilizar o imóvel.

Checklist de Conformidade para Compradores

  • Confirmar que a área bruta privativa na caderneta predial coincide com a medição física em, no máximo, ±5%.
  • Pedir e ler a licença (autorização) de utilização original emitida pela câmara municipal, mesmo que já não seja exigida na escritura desde o DL 10/2024.
  • Verificar se o uso licenciado (habitação, comércio, serviços) corresponde ao uso real.
  • Exigir a Ficha Técnica da Habitação (FTH) sempre que o imóvel tenha sido construído ou intervencionado após 30 de março de 2004.
  • Pedir o certificado energético (válido à data da escritura) emitido no portal da ADENE.
  • Obter o comprovativo da última inspeção de gás ao abrigo do DL 97/2017.
  • Solicitar o termo de responsabilidade elétrica (RTIEBT) quando tenha havido intervenção posterior a 2006.
  • Cruzar a certidão permanente do registo predial com a caderneta — composições e áreas têm de coincidir.
  • Inspecionar anexos, piscinas, caves e sótãos e confirmar a sua inscrição.
  • Incluir no CPCV uma cláusula resolutiva vinculada ao resultado do Simplex Safe, com devolução integral do sinal em caso de defeitos maiores ou críticos.
  • Exigir ao vendedor declaração de que não existem processos contraordenacionais urbanísticos pendentes.
  • Guardar o relatório Simplex Safe em arquivo digital — servirá para a próxima revenda.

Defeitos e Irregularidades Mais Comuns

A experiência no parque edificado português mostra padrões claros. O defeito mais comum é a ampliação de área não inscrita: fechamento de varandas, conversão de marquises e aumento de sótãos que elevam a área útil em 10 a 30% face ao licenciado.

Em segundo lugar surgem as alterações de uso — frações licenciadas para habitação exploradas como Alojamento Local sem a comunicação prévia exigida, ou caves com uso de arrumo convertidas em quartos.

Em zonas rurais e periurbanas, as piscinas e anexos sem licença são recorrentes. Construídos em décadas passadas, raramente constam da caderneta. A sua regularização depende do Plano Diretor Municipal aplicável e, em terrenos rústicos, pode ser impossível.

Nas instalações técnicas, detetam-se frequentemente instalações elétricas sem termo de responsabilidade posterior a 2006, inspeções de gás em atraso ao abrigo do DL 97/2017 e certificados energéticos caducados — a validade é de 10 anos para habitação e 6 anos para serviços segundo o DL 101-D/2020.

Finalmente, em prédios antigos em Lisboa e Porto, verificam-se ainda usos de hóspedes em frações licenciadas para habitação unifamiliar, um problema que dispara em zonas de elevada pressão turística.

Perguntas frequentes

Conclusão

O Simplex Urbanístico reduziu burocracia, mas transferiu o risco para o comprador. A não conformidade pode custar até 200 000 € de coima para pessoas singulares ao abrigo do artigo 98.º do RJUE, uma ordem de demolição parcial, a perda do sinal por recusa de crédito e a desvalorização futura do imóvel. Face a estes valores, o custo do Simplex Safe — desde 950 € — é inferior a 0,05% de um preço médio de aquisição urbana. Não fazer este controlo é, numericamente, a aposta mais cara no processo de compra.

A InspectOS é uma empresa independente de inspeção predial, com peritos inscritos na Ordem dos Engenheiros (OE) e na Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET), cobertura nacional em Portugal continental, confirmação de perito em 24 horas e emissão de relatório em 3 a 5 dias úteis. O relatório é aceite por bancos, seguradoras e notários como prova técnica independente da conformidade do imóvel.

Fontes: Decreto-Lei n.º 10/2024 (Diário da República), DL 555/99 – RJUE, DL 68/2004 – FTH, DL 97/2017 – Gás, DL 101-D/2020 – SCE, Portaria n.º 949-A/2006 – RTIEBT, dgeg.gov.pt, adene.pt, impic.pt, ordemdosengenheiros.pt. Atualizado em abril de 2026.

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